Redação
O macaco-prego conhecido como “Guerreiro”, apreendido no dia 30 de maio pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), está em processo de reabilitação em um Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). O animal foi retirado da residência do médico cirurgião Morato Luiz, em Barra do Garças (MT), onde vivia há cerca de um ano e meio.
Segundo o Ibama, Guerreiro apresenta boas condições de saúde, mas alguns comportamentos indicam que foi criado em ambiente doméstico, como o uso de fraldas e uma dieta com excesso de açúcar. A reabilitação inclui a introdução de hábitos mais naturais, e a alimentação atual já segue orientação de um zootecnista.
O médico afirma ter resgatado o filhote em situação crítica, com ferimentos e peso abaixo do normal. “Achei que não sobreviveria, mas tentei tudo o que pude. Hoje, ele é parte da nossa família”, disse Morato, que alega ter procurado a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) para regularizar a posse do animal.
No entanto, segundo o Ibama, a licença provisória fornecida pela Sema estava vencida há mais de seis meses. A apreensão foi motivada também pela exposição do animal nas redes sociais, o que resultou em uma multa de R$ 5 mil por uso comercial de imagem e maus-tratos, conforme previsto no Decreto 6.514/2008.
Em nota, o Ibama informou que o médico já havia sido autuado anteriormente pelo mesmo motivo. Enquanto isso, uma campanha chamada “Volta Guerreiro” foi criada nas redes sociais por familiares e apoiadores que pedem a devolução do animal.
“O que tiraram de nós não foi apenas um animal, foi um membro da família”, afirmou Morato.
A imagem do macaco utilizada na reportagem é meramente ilustrativa. A foto de Guerreiro não foi divulgada por se tratar de um caso ainda em tramitação judicial.
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